sábado, 9 de janeiro de 2010

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Hitler, em 1908, mudou-se para Viena com o objetivo de se tornar pintor. O professor da academia de belas-artes que o rejeitou afetou seu tempo, sua memória, seu inconsciente. Por sua vez, influenciou sua afetividade, sua compreensão do mundo, suas reações, sua luta no partido nazista, sua prisão, seu livro. Todo este processo interferiu na eclosão da 2ª guerra mundial, que afetou a Europa, o Japão, a Rússia, os EUA e que mudou os rumos da humanidade.
Se Hitler tivesse sido aceito na escola de belas-artes, talvez tivéssemos tido um artista plástico, ainda que medíocre, e não um dos maiores psicopatas da história. Não estou dizendo que a psicopatia de Hitler seria resolvida com sua inclusão na escola de Viena, mas poderia ser abrandada ou talvez não se manifestasse.

O Futuro da Humanidade - Augusto Cury

Ou seja, cada ação tem sua reação. Se até o bater de asas de uma borboleta em Tóquio pode provocar um furacão em Nova Iorque, imagine o que uma palavra negativa ou uma não aceitação pode causar em alguém. Reflitamos.

sábado, 10 de outubro de 2009

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Que tal um beijo, saumensch?
"A única coisa pior do que um menino que detesta a gente: Um menino que ama a gente."
A menina que roubava livros

Tomei vergonha na cara e terminei de ler a 'A Menina que roubava livros'. Já fazia um boom tempo que eu tinha começado, mas parei pra ler 'Soul Love' - livro altamente recomendável e perfeito - e depois fui obrigada - pela professora de LPL - a ler 'O cortiço. Acabei perdendo o fio da meada e fiquei com preguiça de continuar, assumo. Mãs, minha curiosidade falou mais alto e eu continuei com a história de uma saumensch, um saukerl, um acordeonista, uma mamãe mau humorada e igualmente doce, um judeu, uma guerra, o Führer e a morte.
Quando eu penso que já não existe mais livros que me possam me fazer chorar, aparece uma menina roubadora de livros e me faz mudar de ideia. Porque, de verdade, eu chorei do cáp. 10 até a última página e acho que se eu ler de novo vou acabar derrubando lágrimas durante o livro inteiro, só por lembrar de todos momentos doces de Liesel e Rudy, dos ensinamentos do papai e das músicas tocadas no acordeão, da inocência de Max ou dos chingamentos de Rosa. Dos beijos que um menino apaixonado pedia pra sua melhor amiga e a vontade que ela tinha de beijar aquele saukerl. Ou eu choro apenas por pensar em todas as tragédias e injustiças que uma mente ignorante foi capaz de administrar.
Esse livro não é uma auto-ajuda e nem é pra fazer você parar e pensar na vida. Não te dá lição de moral e nem é aquelas histórias águas com açúcar que no final dá uma lição. É um livro sincero, com tema forte mas palavras suaves.
Ele pode ser confuso e te deixar a ver navios no começo, mas tudo se explica ao desenrolar da história. Pra quem começou agora e pensa em parar, aí vai uma dica - e uma ordem- NÂO PARE!
Sem mais palavras pra descrever. É simplesmente perfeito. Não é meloso, não é romântico... é puro. É sincero e doce. É uma mistura de tragédia com delicadeza.
Uma única certeza, a Segunda Guerra Mundial vai ser lembrada, de agora em diante, por Hitler, Judeus, Comunistas, dor, um porão gelado, uma menina órfã e seu melhor amigo, um acordeonista, um boneco de neve e uma biblioteca.

Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

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Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais, mas pelo menos entender que não entendo. Clarice Lispector



Existem coisas que definitivamente a gente não precisa entender. Por exemplo: de onde viemos ou para onde vamos. Sério, isso é extremamente enlouquecedor. O cara que pensar muito nisso vai surtar bonitinho. AAAAH vai mesmo. Ele pode pensar.. pensar.. pensar.. mas no final só sobrarão algumas opções: ou ele enlouquece, ou ele descobre a verdade, ou ele continua sem saber bulhufas ou também pode enlouquecer.
Vamos refletir. Existem duas prováveis teorias do nosso surgimento. Primeira teoria: Deus criou o mundo em sete dias e parari parara. Refletimos: se Deus criou o mundo, as pessoas e tudo mais que existe hoje, quem criou Deus? Ele apareceu do nada? muito suspeito man. Segunda teoria: tudo surgiu de uma explosão. Refletimos²: se tudo surgiu de uma explosão, antes não tinha nada, certo? e se não tinha nada, o que explodiu? Quer saber, eu só sei que nada sei.
Ok. Se eu sei que eu não sei de nada, então eu sei alguma coisa, portanto, eu não sei que eu nada sei porque eu sei que eu não sei, então, consequentemente eu sei de alguma coisa.
Nunca diga nunca. Palhaçada. Se nunca é pra dizer nunca,então como eu acabei de falar nunca? Seria mais fácil dizer "Jamais, em nenhum momento de sua vida pronuncie a palavra nunca". Bem mais compreensível.
É proibido proibir. Se é proibido proibir então porque alguém proibiu proibir? Se é proibido proibir não podemos proibir que proibam as coisas porque é proibido proibir. Ufa :$
Taparei! @: vo enlouquecer todo mundo com esse papo e daqui a pouco vão ter muitos Tarsos querendo tirar os chips alheios (piadinha pra quem assiste a novela das 8 que começa as 9 e pouquinho, que no caso não sou eu, are baba).

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

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Era uma vez, numa terra muito distante, uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima.
Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico. Então, a rã pulou para o seu colo e disse: "linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo. A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre..."
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:
- Eu, hein? Nem morta
Luis Fernando Veríssimo - de novo rs :3

E é assim que são os nossos contos de fada. Detalhe: esse sapo/príncipe tava querendo uma Escrava Isaura e não uma Cinderela pf.  Comédia e p o n t o - f i n a l :3 Não sou feminista ok, só digo a verdade. Talvez seja culpa da sociedade, ela que coloca essa idéia de papai trabalha fora e mamãe cozinha que nem uma trouxa e lava a roupa e se mata encerando o chão HA mas se tantas coisas já mudaram, tá na hora de mudar essa idéia pré-histórica (com hífen ou sem? hm. Igualdade JÁ u_u e é isso ai,  beijo gente :*