sábado, 1 de agosto de 2009

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Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não tem a maior vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte para mim.
Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar (ou quase). Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém. Com um currículo desse, criatura, por que diabo está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito do amor da sua vida.
Martha Medeiros

sábado, 25 de julho de 2009

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Esse descurso abaixo, foi apresentado por uma menina canadense de 13 anos, em uma conferencia da ONU, aqui no Brasil, em 1992.  Palavras de uma criança, que estava tentando cuidar da próxima geração, que no caso, somos nós.

Olá, sou Severri Suzuki, represento o ECO, a organização das crianças em defesa do meio ambiente. Somos um grupo de crianças canadenses, de 12 a 13 anos, tentando fazer a nossa parte, contribuir.
(...) Ao vir aqui hoje, não preciso disfarçar meu objetivo, estou lutando pelo meu futuro. (...) Estou aqui para falar em nome das gerações que estão por vir. Estou aqui para defender as crianças com fome, cujos apelos não são ouvidos. Estou aqui para falar em nome dos incontáveis animais morrendo em todo o planeta porque já não têm mais para onde ir. Não podemos mais permanecer ignorados.
Hejo tenho medo de tomar sol por causa dos buracos na camada de ozônio. Tenho medo de respirar esse ar porque não sei que substâncias químicas o estão contaminando.
(...) Vocês se preocupavam com essas coisas quando tinham a minha idade?
Todas essas coisas acontecem bem diante de nossos olhos, e mesmo assim, continuamos agindo como se tivessemos todo o tempo do mundo e todas as soluções. Sou apenas uma criança e não tenho todas as soluções, mas quero que saibam que vocês também não tem. Vocês não sabem como reparar os buracos da camada de ozônio. Vocês não podem ressucitar os animais extintos. Vocês não podem recuperar as florestas que um dia existiam onde hoje é deserto. Se vocês não podem recuperar nada disso, então, por favor, parem de destruir.
(...) No Canadá temos uma vida privilegiada, com fartura de alimentos, água e moradia. Temos relógios, bicicletas, computadores e aparelhos de TV. Há dois dias, aqui no Brasil, ficamos chocados quando estivemos com crianças que moram nas ruas. Ouçam o que uma delas nos contou: "eu gostaria de ser rica, e se fosse, daria a todas as crianças de rua alimentos, roupas, remédios, moradia, amor e carinho". Se uma criança de rua, que não tem nada, ainda deseja compartilhar, por que nós que temos tudo somos ainda tão mesquinhos? Não posso deixar de pensar que essas crianças têm a minha idade e que o lugar onde nascemos faz uma grande diferença. Eu poderia ser uma daquelas crianças que vivem nas favelas do Rio. Eu poderia ser uma criança faminta da Somalia. Uma vítima da guerra no Oriente Médio ou uma mendiga da Índia.
Sou apenas uma criança mas ainda assim, sei que se todo o dinheiro gasto nas guerras fosse utilizade para acabar com a pobreza, para achar soluções para os problemas ambientais. Que lugar maravilhoso a Terra seria.
Na escola, desde o jardim de infância, vocês nos ensinaram a sermos bem comportados, nos ensinaram a: não brigar com os outros, resolver as coisas bem, respeitar os outros, arrumar nossas bagunças, não maltratar outras criaturas, dividir e não ser mesquinho. Então.. por que vocês fazem justamente o que nos ensinaram a não fazer?
(...)  Meu pai sempre diz "Você é aquilo que faz e não o aquilo que você diz". Bem, o que vocês fazem, nos fazem chorar a noite. (..) Eu desafio vocês. Por favor, façam suas ações refletirem as suas palavras. Obrigada.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

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- Quero que você fique comigo no escuro. Que me abrace. Que continue me amando. Que me ajude quando eu ficar com medo. Que vá até a beiradinha junto comigo pra ver o que tem lá.
Ele me olhou com muita intensidade.

- E se eu fizer alguma coisa errada?
- É impossível você fazer alguma coisa errada.
- Eu posso te decepcionar.
- Você não vai me decepcionar.
- Eu posso surtar.
- Não faz mal. Eu só quero que você esteja comigo.

Antes de morrer - Jenny Downham

Porque de repente, de duas almas, se faz uma só. Dois corações se unem sem nem entender o porque, ou como. A partir desse momento, é como se os dias só valessem a pena quando as duas partes se encontram. Como se a vida só tivesse começado depois de um ter entrado no caminho do outro. Como se passassem a viver, e não mais simplesmente existir.
A idéia de viver separado um do outro não passa pela cabeça de nenhum dos dois. Eles se completam. Eles sonham com um futuro onde os detalhes são simplesmente detalhes, mas que têm certeza de que valerá a pena por ambos estarem juntos. E é assim que vai ser.
Ele a ajuda com sua força. Ela o encoraja com sua razão. Ele a protege e ela o encanta. Eles foram feitos um para o outro. Um encaixe perfeito.

sábado, 11 de julho de 2009

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Os laços que nos unem as vezes são impossíveis de explicar. Eles nos conectam até mesmo quando os laços deveriam ser quebrados. Alguns laços desafiam a distância... e tempo... e lógica... Porque alguns laços são simplesmente... o que eles são. Grey's Anatomy

E os laços deveriam ser quebrados, mas a laçada não consegue se desfazer disso. Não tem como.
Por mais que seja necessário, não há coragem pra isso. É como querer parar de colocar oxigênio pra dentro do corpo, mas saber que é impossivel parar de respirar, se não morremos. É como querer parar de fazer as estrelas brilharem mas simplesmente não conseguir deixar de admirar a beleza que elas contém. É simplesmente querer não pensar, mas saber que não tem como esquecer. É querer dar um basta e não voltar atrás, mas saber que a razão sempre perde pro coração.
E enquanto isso, o laço fica lá, conectado. Ficando cada vez mais firme, cada vez mais difícil de quebrar. Desafiando a lógica. Torturando. Mas eu simplesmente não consigo me desfazer dele.

Não espero que me entenda, nem que tampouco volte atrás nas suas decisões precipitadas. Não espero que concorde comigo, nem que veja as coisas com os meus olhos. Só espero que cuide do meu coração, porque ele realmente ficou com você.