domingo, 24 de abril de 2011

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Ed Kennedy. Dezenove anos. Um perdedor.

Sua missão: algo de muito importante, com o potencial de mudar algumas vidas. Por quê? Determinado por quem? Isso nem ele sabe.

Eu sou o mensageiro

Depois de quase um ano sem postar nada aqui no blog, eu resolvi voltar pra falar do meu novo anti-herói favorito: Ed Kennedy.

Faz um bom tempo que eu tinha vontade de ler a outra obra de Markus Zusak, autor daquele incrível best seller chamado A menina que roubava livros. Comecei a leitura em um dia, e nos outros dois seguintes já havia terminado. Gente, muito bom! MUITO bom.

Markus Zusak (virei fã do cara) consegue colocar aquela pureza, aquela emoção que só ele tem, em 318 páginas, sem fazer com que sua história se perca ou com que o leitor perca o interesse. Muito pelo contrário, a cada página virada vem aquela ânsia pra que chegue a solução de todos os acontecimentos e a curiosidade pra saber o final.

Não vou ocupar as linhas contando a história do livro, aposto que todos vão dar uma pesquisa depois, ou até mesmo já conhecem, o que eu quero mesmo é poder divulgar essa obra tão pouco falada e que seria tão importante que cada um lesse, pelo menos uma vez, e tirasse uma lição pra ser levada adiante.

Não. O livro não é de auto ajuda e nem vai puxar a orelha de ninguém. Não tem uma 'moral da história', até porque a moral e a lição está em cada página virada, em cada 'missão' resolvida. Mas toda a sinceridade, a simplicidade e a ocasião te fazem parar pra pensar em o que tu mesmo pode fazer pra poder mudar, mesmo que em pequena proporção, a vida do teu próximo.

Zusak usa uma linguagem tão comum que até mesmo usa palavrões, xingamentos e gírias frequentemente. Sem grosseria nenhuma, não deixando o livro com uma carga pesada, esse linguajar jovial acaba aproximando mais personagem e leitor. Que, diga-se de passagem, já são próximos desde o início, porque ninguém precisa ter 19 anos, nem ser taxista ou ser fracassado pra se identificar com Ed. Basta ser humano.

Com toda a certeza, Eu sou o mensageiro é uma história que, em algum momento, vai deixar o leitor emocionado. Posso dizer isso com convicção porque me emocionei várias vezes, e creio que se for reler a história, me emocionarei novamente, e de novo e outra vez. É daqueles que amolece o coração das pessoas, transmite compaixão, solidão, fracasso, glória, honra, fidelidade, mágoas e, acima de tudo, amor. É puro sentimento em palavras contadas por um jovem que, ao desenrolar da trama, percebe que pode fazer mais do que já imaginou, constrói um autoconhecimento, cresce e aprende que grandes mudanças podem acontecer por pequenos detalhes.

Agora, devo contar pra vocês que quando o livro acaba vem logo a saudade do Ed, do Porteiro, da Audrey, do Marvin, do Ritchie, da menininha de pijama amarelinho, da Mila e o Morro dos Ventos Uivantes, da Sophie e suas corridas, da Angie Carusso e os sorvetes, da lealdade dos irmãos Rose, da família iluminada por luzes coloridas, da mãe carrancuda do Ed, dos ases, do coringa... e o resto vocês descobrirão.

Trecho

Enquanto as crianças dançam no jardim sob o céu noturno e as luzes, vejo uma coisa.
Lua e Marie estão de mãos dadas.
Parecem muito felizes, curtindo este momento, vendo as crianças e as luzes em sua velha casa de alvenaria.
Lua beija Marie.
É só um beijinho de leve nos lábios.
E ela retribui o beijinho.
Às vezes as pessoas são bonitas.
Não pela aparência física.
Nem pelo que dizem.
Só pelo que são.

terça-feira, 27 de abril de 2010

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"I want someone to love me
For who I am"

O padrão de beleza é muito relativo. Ele varia com o tempo, com a estação, com o humor e com os hormônios de cada ser. A maioria das mulheres se espelham nas atrizes e modelos, ou porque as admiram, porque a mídia gera um pedestal para elas ou porque os homens babam quando as veem. E Deus me livre se não forem com as Hollywoodianas.

Para resolver esse pequeno abismo que separa as mulheres “comuns” e as atrizes famosas, a mídia nos diz que se consumirmos tal produto nossos problemas acabarão. Ou seja, compre o iogurte X e emagreça 5kg, e fique com o corpo da mocinha da novela, garanta seu príncipe encantado, tenha uma família feliz, envelheça do lado do seu amor eterno e, então, após uma vida longa e satisfatória, livre de rugas, pois você utilizou um creme que acabou com elas, vá para o paraíso. Resumindo: COMPRE o produto, ué.

O que seria de um empreendimento sem propaganda? Nada, poxa. Por isso devemos ter em mente que não são os produtos que nos transformam, e sim, nós transformamos os produtos. Ficamos com tanta gana e vontade de comprar aquela coisa que, quando finalmente conseguimos obte-los, nossa autoestima se eleva ao 15º grau de vaidade mórbida.

E aí vai a pergunta: será que foi mesmo a ultra proteção do shampoo que a deixou mais bonita ou o brilho repentino que apareceu em seus olhos? Será que foi o sapato novo que a deixou mais atraente ou a autoconfiança ao andar sobre eles? Tudo é muito psicológico.


A beleza está no que você é. No que você deixa transparecer perante a sociedade. Podemos não ser a Juliana Paes, nem chegamos perto da Angelina Jolie, mas somos as Marias, Julias, Larissas, Déboras, Ivetes, Claudias, e temos nossa própria beleza. Sapatos e afins só dão um toque a mais no nosso ego, mas a beleza está em cada olhar, em cada gesto, em cada ação.


E que nos aceitem como somos
!


Que nós nos aceitemos como somos.

A verdadeira beleza não é o que nos fazem acreditar que deveremos ser ou parecer.

sábado, 9 de janeiro de 2010

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Hitler, em 1908, mudou-se para Viena com o objetivo de se tornar pintor. O professor da academia de belas-artes que o rejeitou afetou seu tempo, sua memória, seu inconsciente. Por sua vez, influenciou sua afetividade, sua compreensão do mundo, suas reações, sua luta no partido nazista, sua prisão, seu livro. Todo este processo interferiu na eclosão da 2ª guerra mundial, que afetou a Europa, o Japão, a Rússia, os EUA e que mudou os rumos da humanidade.
Se Hitler tivesse sido aceito na escola de belas-artes, talvez tivéssemos tido um artista plástico, ainda que medíocre, e não um dos maiores psicopatas da história. Não estou dizendo que a psicopatia de Hitler seria resolvida com sua inclusão na escola de Viena, mas poderia ser abrandada ou talvez não se manifestasse.

O Futuro da Humanidade - Augusto Cury

Ou seja, cada ação tem sua reação. Se até o bater de asas de uma borboleta em Tóquio pode provocar um furacão em Nova Iorque, imagine o que uma palavra negativa ou uma não aceitação pode causar em alguém. Reflitamos.

sábado, 10 de outubro de 2009

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Que tal um beijo, saumensch?
"A única coisa pior do que um menino que detesta a gente: Um menino que ama a gente."
A menina que roubava livros

Tomei vergonha na cara e terminei de ler a 'A Menina que roubava livros'. Já fazia um boom tempo que eu tinha começado, mas parei pra ler 'Soul Love' - livro altamente recomendável e perfeito - e depois fui obrigada - pela professora de LPL - a ler 'O cortiço. Acabei perdendo o fio da meada e fiquei com preguiça de continuar, assumo. Mãs, minha curiosidade falou mais alto e eu continuei com a história de uma saumensch, um saukerl, um acordeonista, uma mamãe mau humorada e igualmente doce, um judeu, uma guerra, o Führer e a morte.
Quando eu penso que já não existe mais livros que me possam me fazer chorar, aparece uma menina roubadora de livros e me faz mudar de ideia. Porque, de verdade, eu chorei do cáp. 10 até a última página e acho que se eu ler de novo vou acabar derrubando lágrimas durante o livro inteiro, só por lembrar de todos momentos doces de Liesel e Rudy, dos ensinamentos do papai e das músicas tocadas no acordeão, da inocência de Max ou dos chingamentos de Rosa. Dos beijos que um menino apaixonado pedia pra sua melhor amiga e a vontade que ela tinha de beijar aquele saukerl. Ou eu choro apenas por pensar em todas as tragédias e injustiças que uma mente ignorante foi capaz de administrar.
Esse livro não é uma auto-ajuda e nem é pra fazer você parar e pensar na vida. Não te dá lição de moral e nem é aquelas histórias águas com açúcar que no final dá uma lição. É um livro sincero, com tema forte mas palavras suaves.
Ele pode ser confuso e te deixar a ver navios no começo, mas tudo se explica ao desenrolar da história. Pra quem começou agora e pensa em parar, aí vai uma dica - e uma ordem- NÂO PARE!
Sem mais palavras pra descrever. É simplesmente perfeito. Não é meloso, não é romântico... é puro. É sincero e doce. É uma mistura de tragédia com delicadeza.
Uma única certeza, a Segunda Guerra Mundial vai ser lembrada, de agora em diante, por Hitler, Judeus, Comunistas, dor, um porão gelado, uma menina órfã e seu melhor amigo, um acordeonista, um boneco de neve e uma biblioteca.

Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

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Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais, mas pelo menos entender que não entendo. Clarice Lispector



Existem coisas que definitivamente a gente não precisa entender. Por exemplo: de onde viemos ou para onde vamos. Sério, isso é extremamente enlouquecedor. O cara que pensar muito nisso vai surtar bonitinho. AAAAH vai mesmo. Ele pode pensar.. pensar.. pensar.. mas no final só sobrarão algumas opções: ou ele enlouquece, ou ele descobre a verdade, ou ele continua sem saber bulhufas ou também pode enlouquecer.
Vamos refletir. Existem duas prováveis teorias do nosso surgimento. Primeira teoria: Deus criou o mundo em sete dias e parari parara. Refletimos: se Deus criou o mundo, as pessoas e tudo mais que existe hoje, quem criou Deus? Ele apareceu do nada? muito suspeito man. Segunda teoria: tudo surgiu de uma explosão. Refletimos²: se tudo surgiu de uma explosão, antes não tinha nada, certo? e se não tinha nada, o que explodiu? Quer saber, eu só sei que nada sei.
Ok. Se eu sei que eu não sei de nada, então eu sei alguma coisa, portanto, eu não sei que eu nada sei porque eu sei que eu não sei, então, consequentemente eu sei de alguma coisa.
Nunca diga nunca. Palhaçada. Se nunca é pra dizer nunca,então como eu acabei de falar nunca? Seria mais fácil dizer "Jamais, em nenhum momento de sua vida pronuncie a palavra nunca". Bem mais compreensível.
É proibido proibir. Se é proibido proibir então porque alguém proibiu proibir? Se é proibido proibir não podemos proibir que proibam as coisas porque é proibido proibir. Ufa :$
Taparei! @: vo enlouquecer todo mundo com esse papo e daqui a pouco vão ter muitos Tarsos querendo tirar os chips alheios (piadinha pra quem assiste a novela das 8 que começa as 9 e pouquinho, que no caso não sou eu, are baba).

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

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Era uma vez, numa terra muito distante, uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima.
Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico. Então, a rã pulou para o seu colo e disse: "linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo. A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre..."
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:
- Eu, hein? Nem morta
Luis Fernando Veríssimo - de novo rs :3

E é assim que são os nossos contos de fada. Detalhe: esse sapo/príncipe tava querendo uma Escrava Isaura e não uma Cinderela pf.  Comédia e p o n t o - f i n a l :3 Não sou feminista ok, só digo a verdade. Talvez seja culpa da sociedade, ela que coloca essa idéia de papai trabalha fora e mamãe cozinha que nem uma trouxa e lava a roupa e se mata encerando o chão HA mas se tantas coisas já mudaram, tá na hora de mudar essa idéia pré-histórica (com hífen ou sem? hm. Igualdade JÁ u_u e é isso ai,  beijo gente :*

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

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E tudo mudou... O rouge virou blush, o pó-de-arroz virou pó-compacto, o brilho virou gloss, o rímel virou máscara incolor, a Lycra virou stretch, anabela virou plataforma, o corpete virou porta-seios.. que virou sutiã.. que virou lib.. que virou silicone. A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento. A escova virou chapinha. "Problemas de moça" viraram TPM. Confete virou MM. (...) Os halteres viraram bomba. A ergométrica virou spinning. A tanga virou fio dental. E o fio dental virou anti-séptico bucal. Ninguém mais vê.
Ping-Pong virou Babaloo. A tristeza, depressão. O espaguete virou Miojo pronto. A paquera virou pegação. A gafieira virou dança de salão. (...)A fita de vídeo é DVD. O CD já é MP3. É um filho onde éramos seis e álbum de fotos agora é mostrado por email.
O namoro agora é virtual. A cantada virou torpedo. E do "não" não se tem medo. O break virou street. (...) Folhetins são novelas de TV. Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho. Caetano virou um chato.(...) A AIDS virou gripe. A bala antes encontrada agora é perdida. A violência está coisa maldita.
A maconha é calmante. O professor é agora o facilitador. As lições já não importam mais. A guerra superou a paz e a sociedade ficou incapaz... De tudo.

Inclusive de notar essas diferenças. Luis Fernando Veríssimo

Realmente a sociedade mudou demais pra notar essas simples diferenças. Hoje tá tudo tão rápido que as pessoas podem passar pela tua frente e nem dão bom dia, porque estão atrasados ou sei lá o porquê. as crianças amadurecem cedo demais, os meses passam rápido demais e os anos então? até pouco tempo eu tava sem os dentes da frente :/ posha ashhiheiowheowh er, enfim; estamos cada vez mais dominados pela tecnologia e isso pode causar sérios problemas. A gente tem que aproveitar os momentos e perceber as diferenças. Isso sim é viver.

domingo, 2 de agosto de 2009

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Noite quente de verão. Para ser exata, estamos no primeiro sábado do mês de agosto. As estrelas nunca brilharam tanto. Estou sentada na janela do meu quarto, admirando esse espetáculo deslumbrante e pensando nas coisas que me aconteceram naquele verão.
Eu era outra Jenna Hudson.
A lembrança dói. Meu cérebro tenta descobrir onde fica exatamente a dor, mas logo desiste, porque tudo dói.
Estou cansada de viver como se já fosse uma pessoa adulta e madura. Gostaria de voltar a ser criança - uma garotinha de seis anos que caiu da bicicleta. Gostaria de fazer cara de choro e correr aos berros para a cozinha, onde minha mãe me ergueria do chão, me daria um forte abraço e beijaria meu joelho esfolado. Eu pararia de chorar e tomaria leite com chocolate para a dor passar.
Essa é uma das coisas que as pessoas não nos ensinam quando falam de crescer: como lidar com as dores que não passam com um beijo.
Soul love - À noite o céu é perfeito! de Lynda Waterhouse.

Eu estava no meio do livro 'A menina que roubava livros', mas eu tinha Soul Love nas mãos e apesar de a menina que roubava livros ser uma história excelente, eu não me segurei e tive que começar a ler a história de Jenna Hudson e suas crises de adolescente rebelde. Não me arrependi em nenhum momento.
Soul Love - À noite o céu é perfeito! é o livro mais doce, sensível e emocionante que eu já li. E isso é sério. *-*
Não vou contar muitos detalhes, apenas digo a vocês que não é uma história de vampiros, nem lobos, nem assassinos, nem pipas ou livros ou um menininho que mora em outro planeta. É uma história real. Qualquer uma de nós poderia ser uma Jenna, e qualquer um poderia esconder o segredo que deixa a história emocionante.
Eu sou completamente viciada e apaixonada por Crepúsculo e sua sequência, mas nenhum dos quatro livros me fez chorar tanto quanto Soul Love.
O livro é simplesmente lindo, sensível, doce, puro e não é cansativo, além de ter um final surpreendente e impossível de segurar as lágrimas. E ainda digo mais, pra muitos é uma lição de vida. A gente começa a ver as coisas com outros olhos e ver que não importa qual a sua idade os problemas aparecem ou, em alguns caso, nascem com você. A vida não vai ser mais fácil porque você não é adulto ainda. E o amor, esse pode ser mais forte que qualquer segredo, problema ou distância.
Pra quem ainda não leu aí vai a sugestão. Pra que já leu, vamos nos unir e exigir Soul Love 2 ok? u.u AJOSJAOSJAOJ é isso aí. Beijo pra todos que passam por aqui :*

sábado, 1 de agosto de 2009

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Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não tem a maior vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte para mim.
Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar (ou quase). Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém. Com um currículo desse, criatura, por que diabo está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito do amor da sua vida.
Martha Medeiros

sábado, 25 de julho de 2009

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Esse descurso abaixo, foi apresentado por uma menina canadense de 13 anos, em uma conferencia da ONU, aqui no Brasil, em 1992.  Palavras de uma criança, que estava tentando cuidar da próxima geração, que no caso, somos nós.

Olá, sou Severri Suzuki, represento o ECO, a organização das crianças em defesa do meio ambiente. Somos um grupo de crianças canadenses, de 12 a 13 anos, tentando fazer a nossa parte, contribuir.
(...) Ao vir aqui hoje, não preciso disfarçar meu objetivo, estou lutando pelo meu futuro. (...) Estou aqui para falar em nome das gerações que estão por vir. Estou aqui para defender as crianças com fome, cujos apelos não são ouvidos. Estou aqui para falar em nome dos incontáveis animais morrendo em todo o planeta porque já não têm mais para onde ir. Não podemos mais permanecer ignorados.
Hejo tenho medo de tomar sol por causa dos buracos na camada de ozônio. Tenho medo de respirar esse ar porque não sei que substâncias químicas o estão contaminando.
(...) Vocês se preocupavam com essas coisas quando tinham a minha idade?
Todas essas coisas acontecem bem diante de nossos olhos, e mesmo assim, continuamos agindo como se tivessemos todo o tempo do mundo e todas as soluções. Sou apenas uma criança e não tenho todas as soluções, mas quero que saibam que vocês também não tem. Vocês não sabem como reparar os buracos da camada de ozônio. Vocês não podem ressucitar os animais extintos. Vocês não podem recuperar as florestas que um dia existiam onde hoje é deserto. Se vocês não podem recuperar nada disso, então, por favor, parem de destruir.
(...) No Canadá temos uma vida privilegiada, com fartura de alimentos, água e moradia. Temos relógios, bicicletas, computadores e aparelhos de TV. Há dois dias, aqui no Brasil, ficamos chocados quando estivemos com crianças que moram nas ruas. Ouçam o que uma delas nos contou: "eu gostaria de ser rica, e se fosse, daria a todas as crianças de rua alimentos, roupas, remédios, moradia, amor e carinho". Se uma criança de rua, que não tem nada, ainda deseja compartilhar, por que nós que temos tudo somos ainda tão mesquinhos? Não posso deixar de pensar que essas crianças têm a minha idade e que o lugar onde nascemos faz uma grande diferença. Eu poderia ser uma daquelas crianças que vivem nas favelas do Rio. Eu poderia ser uma criança faminta da Somalia. Uma vítima da guerra no Oriente Médio ou uma mendiga da Índia.
Sou apenas uma criança mas ainda assim, sei que se todo o dinheiro gasto nas guerras fosse utilizade para acabar com a pobreza, para achar soluções para os problemas ambientais. Que lugar maravilhoso a Terra seria.
Na escola, desde o jardim de infância, vocês nos ensinaram a sermos bem comportados, nos ensinaram a: não brigar com os outros, resolver as coisas bem, respeitar os outros, arrumar nossas bagunças, não maltratar outras criaturas, dividir e não ser mesquinho. Então.. por que vocês fazem justamente o que nos ensinaram a não fazer?
(...)  Meu pai sempre diz "Você é aquilo que faz e não o aquilo que você diz". Bem, o que vocês fazem, nos fazem chorar a noite. (..) Eu desafio vocês. Por favor, façam suas ações refletirem as suas palavras. Obrigada.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

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- Quero que você fique comigo no escuro. Que me abrace. Que continue me amando. Que me ajude quando eu ficar com medo. Que vá até a beiradinha junto comigo pra ver o que tem lá.
Ele me olhou com muita intensidade.

- E se eu fizer alguma coisa errada?
- É impossível você fazer alguma coisa errada.
- Eu posso te decepcionar.
- Você não vai me decepcionar.
- Eu posso surtar.
- Não faz mal. Eu só quero que você esteja comigo.

Antes de morrer - Jenny Downham

Porque de repente, de duas almas, se faz uma só. Dois corações se unem sem nem entender o porque, ou como. A partir desse momento, é como se os dias só valessem a pena quando as duas partes se encontram. Como se a vida só tivesse começado depois de um ter entrado no caminho do outro. Como se passassem a viver, e não mais simplesmente existir.
A idéia de viver separado um do outro não passa pela cabeça de nenhum dos dois. Eles se completam. Eles sonham com um futuro onde os detalhes são simplesmente detalhes, mas que têm certeza de que valerá a pena por ambos estarem juntos. E é assim que vai ser.
Ele a ajuda com sua força. Ela o encoraja com sua razão. Ele a protege e ela o encanta. Eles foram feitos um para o outro. Um encaixe perfeito.

sábado, 11 de julho de 2009

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Os laços que nos unem as vezes são impossíveis de explicar. Eles nos conectam até mesmo quando os laços deveriam ser quebrados. Alguns laços desafiam a distância... e tempo... e lógica... Porque alguns laços são simplesmente... o que eles são. Grey's Anatomy

E os laços deveriam ser quebrados, mas a laçada não consegue se desfazer disso. Não tem como.
Por mais que seja necessário, não há coragem pra isso. É como querer parar de colocar oxigênio pra dentro do corpo, mas saber que é impossivel parar de respirar, se não morremos. É como querer parar de fazer as estrelas brilharem mas simplesmente não conseguir deixar de admirar a beleza que elas contém. É simplesmente querer não pensar, mas saber que não tem como esquecer. É querer dar um basta e não voltar atrás, mas saber que a razão sempre perde pro coração.
E enquanto isso, o laço fica lá, conectado. Ficando cada vez mais firme, cada vez mais difícil de quebrar. Desafiando a lógica. Torturando. Mas eu simplesmente não consigo me desfazer dele.

Não espero que me entenda, nem que tampouco volte atrás nas suas decisões precipitadas. Não espero que concorde comigo, nem que veja as coisas com os meus olhos. Só espero que cuide do meu coração, porque ele realmente ficou com você.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

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Me sinto uma menininha contando seu dia para seu querido diário, e acho que é isso que eu desejo: voltar a ser uma frágil menina. Sinto falta de quando minhas preocupações se reduziam a não deixar com que o cabelo de minhas bonecas ficassem verdes de tanto dar banho. Sinto falta de dormir ao som de uma canção de ninar nos braços calorosos de meus pais. Eu queria voltar nos dias em que era consolada por pensar que o bicho papão estava embaixo da minha cama. Quando eu chorava não precisava nada mais do que um beijinho e um colo para que a dor passasse. Quando eu caia alguém sempre me levantava. Eu era apenas uma criança que não queria nada mais do que continuar sendo uma criança. E hoje, o que eu sou? Quando choro não há beijo ou colo que faça a dor - muito maior do que a de antes - passar. Parece que, em certos momentos, o mundo desaba sobre você. Hoje, quando eu caio ninguém me levanta. As pessoas podem passar por cima, mas não estendem a mão para ajudar.
Porque não posso continuar vendo o mundo com os olhos de criança? Porque toda a inocência não está mais aqui? Porque eu não posso ser embalada para dormir ou amparada quando me machuco? Crescer deveria significar apenas amadurecer, mas hoje, crescer é esquecer seus sonhos e viver apenas em um lugar incompreensivel e corrupto que chamam de mundo real. É como se quando você se torna adulto você recebe uma mascara séria e é isso que você tem que ser. Você não precisa de contos de fadas nem de canções para dormir. Você não tem mais 5 anos para esperar ansiosamente a chegada do natal. Quando estamos na infância nós somos felizes e nem damos conta disso. Podemos falar o que pensamos, chorar quando queremos, sorrir quando der vontade. Aí então crescemos e temos que sofrer calada e sorrir falsamente porque é isso que a sociedade quer. Agora, encontro refúgio em minhas lembranças. Lembranças de um mundo de super heróis e finais felizes para sempre.
Um pequeno - haha - texto que eu fiz pra aula de português, mas fico bonitinho até q.w

sábado, 23 de maio de 2009

Behind these eyes

Swallow me then spit me out
For hating you I blame myself
Seeing you it kills me now
No, I don't cry on the outside anymore, anymore.
Behind these hazel eyes - Kelly Clarkson


Me sugou e depois me cuspiu. Por te odiar eu culpo a mim mesma. Vendo você me matar agora, não, eu não choro mais por fora, não mais.
Triste não? Pois é, são músicas como essa quem fazem sucesso mundo a fora e fazem com que músicos ganhem cada vez mais fama. E são músicas como essas que conquistam o público. Inclusive eu sou super viciada nessa music ein, atooooron t3 muito linda velho ç.ç
Mas vou pegando de volta o fio da meada e deixo bem claro onde eu quero chegar com tudo isso.
Você já parou pra pensar em porque a tristeza é mais 'sedutora' que a felicidade? Já parou pra observar que grande parte das músicas que tocam no rádio tem como tema a tristeza ou a dor de um amor perdido? Percebeu que filmes com histórias dramáticas sempre hipnotizam as pessoas e fazem com que elas sempre queiram ver de novo? Ou então, já se perguntou o porque é mais fácil falar de momentos tristes do que de momentos felizes?
Pra mim, os motivos são simples e as hipóteses são múltiplas. A explicação que mais faz sentido, ao meu ponto de vista, é que quando estamos tristes precisamos fazer com que cada pedacinho da dor se transforme em palavras, assim diminuimos a pressão que faz com que nosso peito se contraia, não nos deixando respirar normalmente. Ou então, talvez sejamos mazoquistas e gostemos da dor. Talvez a dor una as pessoas. Talvez a dor seja mais favorável do que a felicidade, afinal, quando você está triste ninguém quer roubar a dor de você. Mas quando você está feliz, todos ficam de olho no motivo de sua felicidade. Talvez a dor seja uma motivação, talvez ela possa ensinar coisas que nenhum livro de auto-ajuda pode mostrar. Talvez ela faça viver, talvez ela mate. Ou quem sabe a verdadeira razão de tudo isso é que quando estamos tristes lágrimas não expressam tudo que queremos ou não fazem com que a dor vá embora, então, palavras ajudam a fazer com que um desabafo amenize a ferida. Mas quando a história é diferente, quando estamos em estado de nostalgia, rindo a toa e com cara de bobos, não há palavra para expressar o que sentimos, aí então só precisamos de um sorriso e um olhar. Sem palavras. Sem lágrimas.

sábado, 9 de maio de 2009

Future

Cara posteriedade,
Escrevo-lhes em um dia comum do ano de 2009.
Gostaria que minhas palavras não fossem em vão e que ajudassem em alguma coisa, já que idéias simples e concientizações não adiantaram nada - como vocês bem sabem -, espero que conselhos possam amenizar um pouco a gravidade da situação.
Estou em uma época em que televisões nos passam apenas informações. Podemos ouvir as pessoas que falam, porém nao podemos respondê-las nem tocá-las. Máquinas de teletransporte não existem e entendemos a expressão 'voltar ao passado' como uma forma de relembrar os acontecimentos antigos. Nossos carros circulam pelas estradas - sim, nós andamos com eles e não voamos -. Jogamos lixo no chão e desmatamos nossas florestas (deixo fotos de como são belas as plantas, gostaria de deixar o perfume das flores também, para que vocês conhecessem as belezas e sentissem a fragrância natural delas). Não posso deixar de mencionar os animais. Eles são seres vivos, como nós, se comunicam conosco e são lindos, mas nós estamos acabando com eles também. Sinto por ao invés de sentir o calor e maciez do pêlo de um animal vocês tenham que tocar em uma estrutura mecânica fria e sem vida. Desculpem-nos por isso.
Sei que gostam da vida robótica que vocês levam, sei também que só gostam por não terem opção. Na real fomos nós, humanidade do século XXI, que escolhemos essa vida pra vocês. Deviamos ter pensado melhor na vida futura, mas sabem como é a ganância não é mesmo? Pior que qualquer bomba ou guerra, destrói mais que qualquer furacão.
Já que não tem mais volta, como não há mais possibilidade de erro ou concerto, aconselho que cuidem do mundo em que vocês vivem. Ele não é tão natural agora, pois deixamos a tecnologia falar mais alto que nossos sentimentos ou razões, mas cuidem dele para que seus filhos não tenham que nascer em um pulmão artificial que tecnologicamente produz ar para respirarem.
Vivam, pulem, gritem, cantem, se apaixonem, façam loucuras, corram, sonhem, corram atrás deles e façam o possível para realizá-los. Viva a vida do jeito que ela é, não precisamos de mais evolução tecnológica para manipular o que resta de vida humana em nossa sociedade.
Não quero que deixem de criar, nem que deixem de acreditar nos benefícios de criações. Mas tudo que é em excesso faz mal.
Deixem o destino e a vida tomarem seus devidos lugares.
Atenciosamente, Larissa Airoldi.


recadim..
tia swa só vai postar nos finais de semana agora, vida corrida posha ;$
Beijo pra todo mudno que passa por aqui *-* own

domingo, 3 de maio de 2009

Ser ou não ser?

"E, as escolhas que fizemos são, no final das contas, nossa própria responsabilidade." - Eleanor R.

Hoje - só hoje - eu me dei conta de que estamos constantemente fazendo escolhas. Quando o dia começa temos que decidir se iremos levantar da cama ou se vamos ficar mais 5 minutos dormindo, após essa terrível decisão, temos que decidir novamente se o café vai ser preto ou com leite. O que comer no almoço.. frango ou carne? E de sobremesa chocolate ou sorvete? Estudar para a prova agora ou deixar para o ultimo dia? Ser bom aluno ou repetir o ensino médio várias vezes? Tentar conhecer as pessoas ou ficar com o conceito que temos delas?
Conclusão: por mais que a escolha seja simples como qual meia usar hoje, a - tão temida - escolha faz parte de nossos dias.
Mas como saber se o que escolhemos é certo ou errado para nós? Como saber se o que eu acho bom pra mim realmente vai ser o melhor ou como posso ter garantia de que não vou me machucar escolhendo? Será que, um dia, poderemos ter o senso da escolha certa?
Gostaria que cada opção que tivéssemos aparecesse em um computador mental que apresentasse os prós e os contras, caso você a escolha. Seria tão mais fácil. Mas ao mesmo tempo acho que seria sem graça, pois ao escolher, você já saberia o que aconteceria no futuro. Mas, por outro lado, saber o que aconteceria no futuro seria de grande ajuda, pois podemos evitar - ou não - algo ou então simplesmente deixar acontecer (perceberam as opções presentes? eis que a escolha aparece de novo). Então, será que a graça está na dúvida, na incerteza, ou seria bem melhor se tivéssemos o computador mental? Só preciso de respostas, somente respostas. Então, como saber se a escolha que fazemos é certa ou errada para nós? :$

Recadim tanana
Pessoas, peço 173293 desculpas pelos dias sem postar e sem responder os comentários. Deu a lok na minha internet e ela só voltou ontem, comolidar u-u Agradeço a todos que torceram por mim e lhes informo que a torcida deu ceeeerto *-* eu passei na entrevista e estou rumo ao meu 1º emprego, tanana \o
Beijo enorme pra todos vocês, e uma ótima semana *-* t3

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Dangerous

Uma hora você tem que tomar uma decisão. As fronteiras não mantêm as pessoas para fora; elas te prendem dentro de si. A vida é confusa mesmo, é assim que fomos feitos. Então você pode desperdiçar sua vida desenhando linhas ou então você pode viver cruzando-as. Mas há algumas que são perigosas demais para serem cruzadas. E aí vai o que eu sei: se você estiver disposto a jogar a preucação pela janela e se arriscar, a vista do outro lado é espetacular. (Grey's Anatomy)

aah eu tenho que contar que hoje eu passei pela minha primeira entrevista de trabalho socorrrrrr!11!1 Primeiro emprego é super cuute, estou me sentindo mais responsável, ã -] Torçam por mim (yn) Obrigada por todas as visitas e comentários, gente gata *-*

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Destiny

Às vezes estamos em rota de colisão e não sabemos. Seja por acidente ou por destino, não há nada que possamos fazer.

Uma mulher em Paris ia sair para fazer umas compras, mas esqueceu o casaco e voltou atrás para ir pega-lo. Quando pegou o casaco, o telefone tocou, parou para atender e falou durante uns minutos. Enquanto estava no telefone, Daisy ensaiava na Ópera de Paris, e enquanto ensaiava, a mulher que falava ao telefone saiu para pegar um táxi que acabou pegando outra mulher. Um taxista terminou seu serviço mais cedo e parou para tomar um café. E durante esse tempo todo Daisy continuava ensaiando. Esse taxista que acabou seu serviço mais cedo e que parou para tomar um café pegou a mulher que ia fazer compras e que perdeu o táxi anterior. O taxista foi obrigado a parar devido a um homem que estava atravessando a rua e que tinha saído 5 minutos mais tarde para seu trabalho porque tinha esquecido de ligar seu despertador. Enquanto esse homem, atrasado para o trabalho, estava atravessando a rua, Daisy tinha terminado o ensaio e estava tomando um banho. Enquanto Daisy estava tomando banho, o taxista esperou na frente da loja onde a mulher foi pegar uma encomenda que ainda não estava embrulhada porque a moça que era suposto faze-lo tinha terminado com o namorado na noite anterior e tinha esquecido. A encomenda foi embrulhada e a mulher voltou ao táxi que tinha sido bloqueado por um caminhão de transportes, enquanto Daisy estava se vestindo. A camioneta seguiu e o táxi continuou a andar, enquanto Daisy, a ultima a se vestir, esperava por uma de suas amigas, que tinha desamarrado um cadarço. Enquanto o táxi estava parado no semáforo, Daisy e sua amiga saíam por trás do teatro.
E se apenas uma coisa acontecesse de forma diferente, se o cadarço não tivesse desamarrado, ou se o caminhão de transporte tivesse sido mais rápido, ou se a encomenda tivesse sido embrulhada pela mulher que não tivesse terminado com o namorado, ou se o homem tivesse ligado o despertador, ou se o taxista não tivesse parado para tomar o café, ou se a mulher tivesse lembrado de pegar o casaco e teria pego o táxi primeiro, Daisy e a amiga tinham atravessado a rua e o táxi tinha passado por elas. Mas a vida, sendo como é, uma série de vidas e incidentes interligados, sem interferência de ninguém, fez com que aquele táxi surgisse - o motorista estava momentaneamente distraído - e aquele táxi atropelou Daisy, e sua perna quebrou, acabando com sua carreira de dançarina. (O curioso caso de Benjamin Button.)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Certezas

(...) Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim, nem que eu faça a falta que elas me fazem. O importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível e que esse momento será inesquecível. Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre, e que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor. Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto. Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho. Que me veja como um ser humano completo que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento e não brinque com ele. E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe. Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz. Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz. Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas. Que a esperança nunca me pareça um “não” que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como “sim”. Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros. Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento. Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão. Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim. E que valeu a pena. - Mário Quintana.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Man x Woman

"Homens e mulheres são diferentes. O que não quer dizer que uns são melhores que os outros, são apenas... diferentes. A única coisa que têm em comum é o fato de pertencerem à mesma espécie. "

As mulheres acusam os homens de serem insensíveis e indiferentes; queixam-se de que não sabem ouvir e não conversam, não são carinhosos, não se comprometem com a relação; dizem que eles preferem fazer sexo em vez de fazer amor e deixam o tampo da privada levantado.
Os homens criticam as mulheres por dirigirem mal, por não conseguirem entender mapas, por não terem senso de direção, falarem demais e quase nunca tomarem a iniciativa no sexo, além de deixarem o tempo todo o tampo do baixo abaixado. Eles não conseguem encontrar um par de meias na gaveta e, no entanto, organizam os CDs em ordem alfabética. As mulheres sempre encontram as chaves do carro que estavam perdidas, mas se perdem ao tentar encontrar o caminho para o lugar que querem ir. Os homens pensam que são o sexo mais sensato. As mulheres sabem que são elas. ('Porque os homens mentem e as mulheres choram?' - Allan e Barbara Pease)

Eis que a guerra dos sexos nunca vai terminar. Homens não conseguem entender as mulheres e as mulheres não se dão nem ao luxo - e estresse - de tentar compreender o que se passa na cabeça dos homens. Pra mim - swazi ou larissa -, o real sentido de todas essas diferenças é que os dois se completam. A verdade disso tudo, é que nenhum consegue viver sem o outro.